O que é pró-labore?
Pró-labore (do latim "pelo trabalho") é a remuneração que o sócio ou dono da empresa recebe pelo trabalho que presta dentro do negócio. Não é lucro — é salário. A distinção importa porque sobre o pró-labore incide INSS, enquanto a distribuição de lucros é isenta de contribuição previdenciária.
Para prestadores de serviço, consultores, dentistas, advogados e outros profissionais que trabalham dentro da própria empresa, definir um pró-labore correto é essencial para ter previdência social, calcular o custo real do negócio e tomar decisões financeiras sólidas.
Como funciona o cálculo
O percentual de 28% é uma referência comum, mas não é obrigatório. O que importa é que o valor não ultrapasse o lucro disponível (receita menos despesas), senão você está retirando mais do que o negócio gera.
Diferença entre pró-labore e distribuição de lucros
Pró-labore
- Remuneração pelo trabalho do sócio
- Incide INSS (11% ou 20%)
- Entra como custo/despesa do negócio
- Deve ser declarado no IR como rendimento tributável
Distribuição de lucros
- Parte do lucro distribuída aos sócios
- Isenta de INSS e de IR (quando a empresa apura lucro real)
- Não entra como custo do negócio
- Depende de lucro contábil apurado
MEI tem pró-labore?
O MEI não tem pró-labore. O MEI paga o DAS mensalmente, que inclui uma contribuição previdenciária fixa — e isso já garante acesso à aposentadoria e outros benefícios do INSS. Todo o dinheiro que o MEI retira do negócio é chamado de retirada do proprietário, sem tributação adicional.
Esta calculadora é indicada para sócios de ME, EPP e outras sociedades (Ltda, SLU, etc.), onde o pró-labore é formalmente definido e o INSS deve ser recolhido via GPS sobre o valor declarado.
Quanto deve ser o pró-labore mínimo?
Não existe um valor mínimo legalmente obrigatório para o pró-labore — mas para a contribuição ao INSS ser válida, o valor mínimo sobre o qual você recolhe deve ser o salário mínimo vigente. Na prática, muitos sócios definem um pró-labore igual ou próximo ao salário mínimo para manter a contribuição previdenciária com custo baixo, especialmente quando o negócio ainda está crescendo.
Para sócios que dependem do negócio como única fonte de renda, é recomendável um pró-labore que cubra os custos pessoais — e a distribuição de lucros complementa nos meses em que o negócio vai bem.
Regra prática: o pró-labore não deve superar o lucro disponível (receita menos despesas operacionais). Se o negócio fatura R$12.000 e tem R$7.000 em despesas, o lucro disponível é R$5.000. Um pró-labore de R$3.360 (28%) deixa R$1.640 de margem — o que é razoável para reinvestimento e reserva de emergência.